(Chapada dos Guimarães - MT)
Apartar da ribeira
depois de noites vestida de lua,
virar a esquina de menina que cresce
abrindo janelas pro sol
e agora escala arranha céu.
Os vaga-lumes que entardeciam
nas noites de lá, são vagas luzes
de meus dias idos, quase perdidos
entre a querência e os sonhos de
quem começa a viver.
O chão onde eu piso
é de asfalto e cimento
mas meus pés são cada vez
mais meus.
Não tanto quando meu regalo
era a terra que no toque e no
cheiro me contava o que havia
de certo e verdadeiro.
Agora vou tateando
a cegueira da rua com o que
me restou de escolha e andança.
Penso que sou daquelas tardes
que me ardem com o mesmo calor!
Tardes do meu sertão tingido
de um amarelo alaranjado...
de um finito fundo estampado...
de mim.
Acho que é assim que eu sou!
Liebe
Comentários
converse com as sementes e as folhas caídas
que pisa distraída.
Você vai sobre rodas e caminha sobre vidas que o asfalto recobriu.
Quem fala essa mensagem é aquela mulher muito antiga
que entende a fala e a vida de um monte de lixo
que vê da janela da Casa Velha da Ponte, lá do outro lado do rio,
os reinos da minha cidade."
Cora Coralina.
Liebe, beijos de Niomar
Se soubesse o quanto estas palavras fizeram bem ao meu coração!!! Me dizias sempre alguma...
Muito obrigada!
Grande beijo!
Beijabrações
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