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Eta!

Um sonho cumprido

Um suspiro...um gemido...

Verbo amar...eu..tu..ele...nós...vós...

Ontem o céu ficou escuro aqui, me fez sentir medo...medo do que parecia ser o juízo final. Hoje a imagem de um homem acenando na contra luz do sol, erguendo a mão com um copo de café, o hálito enfumaçado de quem começa cedo, fez que meus olhos quisessem lacrimejar. É por estas e outras que me encanta ser parte dessa gente trabalhadora, que faz funcionar as engrenagens dessa cidade. Eu me sinto parte de cada um deles. Amanhã Também o dia começa cedo, talvez eu me sinta impaciente com o pouco que eu tenha caminhado, assim como me sinto todos os dias...com a sensação de mais um dia ido, com um a menos por vir. Depois de amanhã é esperar que conjugue em mim todas as pessoas do verbo amar, pra que eu reciprocamente ame, na justa medida de amor que o outro me tem pra dar. E que o amor não seja mais algoz...de nenhuma forma de amar. Liebe

Outono

As horas não passam mais galopantes... dia afora, noite adentro folhas secas, nuvens cheias dia cinza, noite fria. Sentimentos multiplos arredam euforias desejos em punho esvaziam. Guardo na alma cada dia. Parece pouco mas transformam o futuro... Em poesia. Liebe
Por favor não faça silêncio Não faça silêncio sorria um sorriso aberto coloque suas mãos nas minhas. Não fique calado não jogue tudo no chão o tempo que transcende tudo e te traz de volta como vento que passa na janela. Depois do por do sol mais um dia e dias e dias só pra dizer o que sinto por você............ Liebe

um samba?

num tem prosa.... num tem calundú que passa ligeiro... aliás calundú...é meu companheiro que dormia desavisado e vc acordou... agora...num dorme mais... não na tua presença... Deixe de lenga! aqui a fonte secou... amorzinho....docinho..... num tem mais num sinhô... Ilusão acabou.

...

Aqui o dia começou azul mas as núvens que foram chegando me ensimesmaram com medo da chuva... e ela veio lavando a rua embarulhando a tarde... embaralhando os carros... parecia tristeza... mas era saudade... Saudade de Ana! Liebe

amor

Menino... Moço! As mulheres são sempre as mesmas, o que muda, é o homem que você consegue ser pra elas, porque você também é o mesmo homem e o que é aqui, será aculá, se sabe amar aqui, também saberá lá, porque amor é amor em qualquer lugar . Liebe

rio

De passagem

A primavera se mostra no céu azul e nas chuvas passageiras e fortes. Faz calor............ Ando olhando pra tudo como se não estivesse ali...o que sou está multiplicado em partes que não consigo juntar Num sou daqui e de nenhum lugar.... Tudo aqui já tem ares de antiguidade....as paredes, as pessoas, os lugares...no entanto, o ar que respiro é irreconhecível...os cheiros metálicos me causam estranhamento todo dia e por isso sei que não sou daqui. Quando fui à Goiás, pelas estradas eu sentia o cheiro de capim ruminado pelos bois e meus olhos se enchiam de lágrimas, me reconhecia! ...mas eu não era mais a mesma...o cheiro era incompatível com o tempo, porque ali cheirava a passado e não havia volta....eu também não era de lá! Em todos os lugares que vou a sensação é a mesma...a de estar de passagem.... Liebe

...

A poesia está no ar engravidando o seu silêncio... Aqui a cidade pulsa numa taquicardia acelerada... A boca do poeta é soturna... até um tanto triste! será que ele chora? A saudade me acompanha quando saio porta afora... Li

Cheiro de gengibres

Em baixo... naquela serra.... tem um pé de siriguelas amarelas cercada de gengibres por todos os lados... Pra chegar lá tem estrada de tropeiros cavada na rocha e acompanhadas de avencas do princípio ao fim... Parece mesmo com a terra do nunca! Antes do pé de siriguelas amarelas, tem um pequeno riacho cheio de bagres coloridos.... argilosos....esquecidos. Mas eles eram dourados e livres... Sinta o cheiro dos gengibres... A chuva já vai passar... O sol já vai dourar... Lembra? Ele sempre doura! Liebe

36.......

suspiro

Não sei se te consumo em blocos ou suspiros... se latejo manso ou se me lanço num aboio ríspido Se te amo lento ou se abro a boca e me atiro logo nesse precipicio que a distância torna. O que faço... nessa hora de pavio curto? nessa prosa de terrêro dôce? Ê...roda peão... roda peão... roda.... Liebe

Ha........ lembranças!!!

Como é bom poder ficar em silêncio! Ouvir zumbidos dos mosquitos traunsentes e aparelhos. Hoje eu não acordei bem. Difícil ensaiar a cegueira de todo dia. Ignorar a imensa tristeza que nos rodeia. Aquelas crianças e pessoas jogadas, misturadas com o lixo. Eu estava muito encantada com o fato de ser meu aquele lugar. Já agora, ouço o ruído do elevador e começa a me incomodar. Até o chão está afundando! Existe em mim uma angústia infinita que não sei onde principia ou termina. Eu poderia simplesmente dar manutenção à sobrevivência... Essa idéia me apavora imensamente! Será que sou assombrada pelo mito da grandeza? Acho que sim! Porque não simplesmente viver e esperar até que a morte venha e a insignificância da vida me esqueça? Não signifiquei nada aos meus sobrinhos e me entristeço por isso. Não deixei com eles algumas boas lembranças pra levarem consigo pela vida. Por isso peço perdão! A eles e principalmente a mim! Acho que o que vale a pena de verdade é imprimir felicidade nas pessoa...

Seu sorriso

São os ventos que assobiam na janela a trilha sonora dos teus sorrisos que não me deixam... A lembrança das tuas palavras que me fogem quando acordo... sem você... Faz frio! Faz muito frio... a casa está de pernas para o ar... realidade estranha! O que eu faria se você estivesse mesmo ali? botaria em ti os olhos remelentos de quem acorda sem querer? Que medo sinto que este sonho acorde! Que sonho sinto que medo durma! E que você me consuma em poesias cálidas... e meus dedos passeem pela tua face! Livres!! Liebe

Nós

o furor das imagens de poetas com corpos que se juntam e se trazem numa àritmia galopante e insuportável prazer. os milagres sem santos , de um homem e uma mulher, num desatino de pecados mudos e laridos imaginários. Em sonhos, as viagens mundo afora , n esse trem que nunca vem ... Eu sei...é nas cordas dessa viola que meus dedos te tocam... em notas...assim, rarefeitas de singelezas sem fim, noites a dentro. a boca com anestesia de amor... ora você...ora sabiá quando já é dia e quem sabe se a tarde chega e os os lábios dormentes ainda estarão lá, pronunciando palavras doces, doces... afastando essa infindável solidão no fim de mais um dia, neste por de sol vermelho como eram vermelhos aqueles que viste quando eu te via. Sim, é verdade! tropeço e peço licença mas são tropeços de quem bebeu a dor do mundo e transformou em poesia. n as batidas dos corações n as inflexões tardias os dividendos as cobranças que o coração tributa para além desse dia, daqueles e d as lembranças(mais amenas)...

Infinito azul da terra....saudades....

As sextas feiras são sempre embriagadas de silêncio e sal. à noite meus pensamentos são confusos e a vontade inexistente. Só tenho um corpo que anda fustigado pela rotina de ir e vir. No sábado meus olhos ardem... sinto saudades do privilégio de sempre descer ou subir serras. Ver o infinito azul da terra encontrando o céu. Verdes sobrepostos de outros verdes... Choro de saudades das fogueiras. Liebe